Fiquei muito tempo sem escrever aqui. Agora tudo é no Twitter. Eu que achava tão ridículo essa coisa. Mas depois descobri que não era a ferramente social que era besta, mas a forma como alguns a utilizam. O Twitter é muito interessante quando você segue pessoas com conteúdo. Tenho recebido alguns "unfollows" e acho interessante essa ferramenta porque faz com que a gente reflita um pouco nos possíveis motivos disso.
Só isso.
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por Caíque Santos
O filme de Tim Burton baseia-se na história original mas apenas no uso de alguns personagens e cenas descoladas do desenho de 1951 e algumas vezes aplicadas em um contexto totalmente diferente. Pra quem for fã do desenho original, com todas as viagens psicodélicas, texto envolvente e criativo vai sentir uma certa decepção. O interessante é que o desenho de Walt Disney é evidentemente direcionado a um público adulto, com críticas sociais e políticas da época, alusão aos efeitos provocados pelo ácido lisérgico e até com cenas que são vistas por aguns como reflexo do envolvimeto do autor do livro com pedofilia (comentarei detalhadamente este "desenho" futuramente).
Mas o filme vale a pena ser visto sim, a plástica beira a perfeição com o estilo "dark" de Burton mesclando como só ele sabe fazer, seus personagens de olheiras, céus sombrios e muito colorido.
A rainha má protagonizada pela esposa de Tim Burton é uma atração a parte rendendo grandes momentos do filme, como na cena onde ela reúne seus asseclas para investigar quem comeu sua torta. Diferente do roteiro original, os irmãos TweedleDee e TweedleDum, ganham no filme importãncia e são protagonistas.
O Chapeleiro Maluco, feito por Jonny Deep, parece desenvolver com Alice uma relação platônica, algo possível uma vez que Alice já é quase adulta e não mais uma criança, como na versão original. Tendo em vista que grande parte das cenas foram feitas em estúdio com fundo azul para cromakey, a atuação de Deep é muito boa, ainda que ao encaminhar para o clímax, o Chapeleiro começa a ficar mais sóbrio e perde um pouco do seu encanto que é justamente ser maluco, algo que Jonny sabe fazer muito bem. Ah, vale a pena aguardar a tão falada dança, que o Chapeleiro promete fazer no "Dia Colossal".
O filme, apesar de uma ou outra cena em que foge dos padrões comerciais, é claramente feito com a intenção de render altas bilheterias, seguindo a básica fórmula hollywoodiana, com direito a uma enfadonha guerrinha ao estilo "Senhor dos Anéis", momento que você, se tiver no cinema, pode tranquilamente ir comprar pipoca.
Não tem como não comparar com a versão original, embora ao final entendamos que o filme de Burton é sobre a volta de Alice ao País das Maravilhas e sendo assim, não deveria mesmo ser comparado com o enredo de Charles Lutwidge Dodgson.
Pra quem procura ver além do óbvio, o filme parece abordar a temática "aborrecência", sobre os traumas e "dragões" que as meninas enfrentam na passagem da infãncia para a adolescência, sendo tratadas como meninas quando querem ser reconhecidas como adultas e adultas quando querem ser meninas. Não posso resistir a dizer que até mesmo neste aspecto, o desenho tambem é muito superior.
Wonderland de Burton é pra assistir, já o desenho de 1951 é pra analisar.

Certa vez disse à uma pessoa (TECLADO COM ACENTOS!!! UHUHUHUHU), que sempre que percebesse eu atualizando o Blogue com muito frequência, era porque eu não estava bem. Passou essa fase. Deixei de escrever porque não acho que exista mais nenhuma assunto a escrever. Já escreveram (e bem melhor que eu), sobre todos os temas.
No entanto, comecei a desaprender a escrever. Analisei as coisas por outro prisma. Assim, se tudo o que havia pra dizer sobre todos os temas, já foi dito, se não me importo com o que as pessoas vão achar do que escrevo e já que este blogue nem é assim tão acessado, isso quer dizer que gozo de mais liberdade ainda! Entende?
Para que eu voltasse a blogar, umas das coisas fundamentais foi estar vagabundo. Sim, pessoas que blogam quasde que diariamente ou são super organizados no seu tempo, ou desempregados. Acho que estou na segunda opção. Mas como dizia o poeta Edson Gomes , eu não sou desempregado e sim "do mercado informal".
Mas estar aqui agora "blogando" é uma puta sacanagem minha. Tenho um documentário que será meu TCC (trabalho de conclusão de curso) e não fiz nada. Tipo nada. Comecei fazer o roteiro e estou no tema. Parei aí.
Mas tempo pra ficar escrevendo merda aqui , ah eu tenho. Mas, voltando ao assunto sobre o que me fez ser novamente um "blogador". Foi o Twitter. Estou no Twitter, não vou sair, pois recebo alguns links interessantes de sites jornalísticos, mas como ferramenta de "relacionamento social" é um lixo. E foi analisando o Twitter que percebi como somos felizes em ter blogues e podermos escrever quanto caracteres quisermos. E o que é mais legal é que você não é obrigado a ler minhas merdas pra mostrar que é meu amigo. O Twitter tem um pouco disso, essa coisa de "seguir" a pessoa por camaradagem (tipo, o cara me segue e fica chato eu não segui-lo).
Mas assim eu estou gostando de voltar a escrever. Me sinto meio Ronaldo do Corinthians. Com a diferença do salário. Mas estou gordo como ele, e não acreditava mais no meu potencial bloguístico. Talvez o tema do meu TCC, que será sobre blogues (eu aportuguesei o nome, não ficou lindo?)tenha me in(ex)citado. Vou questionar no DOC se o blogueiro é jornalista, uma vez que ele difunde informações (alguns) de interesse social. Mas não vou escrever agora sobre isso.
Eu poderia fazer um teste aqui. Se blogueiro não é jornalista, então não tenho a obrigaçao de checar os fatos. Posso escrever na base do "dizquê" ("Dizque fulano é viado, sabia? ou Dizque Conquista tem mais de 1.000 pessoas com cerca de 1 milhão de reais na conta).
Na verdade, com toda essa coisa de derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalista, derrumar a Lei de imprensa, começo a ser a favor do "disquê". Também sou a favor do jornalismo iniciado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi (eu vi no gúgo o nome dele). Essa coisa de jogar o sapato em coletivas de imprensa, achei bem maneiro. Acho que seria uma espécie de liberdade de expressão, não? Afinal temos que ter os pés no chão, mas os sapatos... (isso me fez lembrar a história do "caralho voador", mas um dia escreverei sobre isso).
Se o jornalismo "sério", não funciona que acham de migrarmos pro "jornalismo dizquê"? Dizquê o prefeito de Conquista é "Ritlerzinho" danado (com todo o respeito ao Führer, afinal ele ao menos se assumia como tal). Dizquê esse último final de semana um amigo do vice-presidente do Brasil veio a Conquista (a convite para assistir o MASSICAS INDOOR de helicóptero e parou a treco quase na Olívia Flores. Dizque o cara tava meio bêbado, mas pelo que sei a lei seca nao se aplica aos helicópteros, e mesmo assim ele não estava pilotanto). Se veio ou não o fato é que eu ouvi o helicóptero sobrevoando a cidade. Dizque Ivete Sangalo criticou o fim da micareta de rua, em pleno MASSICAS INDOOR, será mesmo? Será que ela é mesmo tão burra, hipócrita ou desligada? Não sei. Afinal não se pode confiar nessa coisa de "dizque". Dizque o New York Times tá falindo mesmo e será impresso apenas 1 vez por semana. Dizque toda essa baboseira de "gripe suína" foi mais uma da mídia pra tirar da cabeça do povo esse papo de "crise". O que eu acho mais interessante na tal gripe dos porquinhos é que até agora nunca teve um caso realmente comprovado. Aliás, "dizque" tem. Enquanto isso a dengue...
Cansei de escrever. Vou tomar café. E não vou corrigir este texto, devem existir erros de digitação, concordância, essa porra toda. Mas me disseram que "texto" é tudo o que se entende. Se você entendeu o que eu escrevi "foi texto". Se não melhor corrigir suas idéias antes da minha escrita. That´s all folks! Sempre quis encerrar um texto com essa frase!!!
Ps.: Mentira, eu dei uma leve revisada, hehehe.

Eu falei, falei q ia escrever sobre isso...
Ok. Teclado ainda sem acentos. Reforma ortografica chegou cedo no meu notebook. Nao e nem uma reforma, seria uma revolucao, um golpe de estado. Mas o que eu ia escrever mesmo?
Ok. Sobre mudar de casa. Mudamos de apartamento. Eu e Aline. 12 meses depois de ter feito uma mudança (nossa primeira). Foi tudo muito igual. No dia em que mudamos para perto do Albergue (nao e o do filme), teve ataque de maribondos. Foi. E teve na nossa saida. Aline viu. Emblematico. Tipo... entende? Entao. Deve ter algum significado. Deve ter. Ou nao. Teve marimbondo na nossa saida. Acho que ja deu pra entender. Marimbondos. Foi. Aqueles... enfim, o inseto que voa e pica (nao necessariamente nessa ordem). Pica (ficou estranho isso no blogue).
Mas sobre a mudança... Conversando com Alberto, percebemos como eh uma coisa invasiva. Uma coisa meio Big Brother. As pessoas passando na rua e olhando pra sua geladeira! Nao acho correto expor nossa geladeira no meio da rua. O fogao, muitas vezes aquele guarda-roupa velho com o adesivo do "Lula - lah". Mas a geladeira!!! Velho, nao acho certo as pessoas ( e tem umas bem descaradas) que ficam olhando a geladeira dos outros durante a mudança. Passa, de uma olhadinha nos petences da pessoa, mas ficar encarando?
Geladeira eh um troço intimo. Faça uma lista dos seus amigos e conhecidos e anote o nome dos que voce conhece a geladeira. Vai ver que sao poucos. Pra falar a verdade, acho que podemos medir nosso grau de amizade/intimidade pelo nivel de aproximaçao com as geladeiras dos amigos.
Pensei aqui e agora, e nao conheço a geladeira de quase nenhum amigo. Conheço a de Tisso, Michele e Helio, (Celio separou, ficou sem geladeira), a geladeira de Alberto...Conheci muitas gelçadeiras na epoca que morava em republicas.
Mas enfim, o ponto eh que nao existe mudança "chic". Toda mudança eh brega. Sempre vai cair uma cueca na rua, (eu deixei cair 2 cabides lotados de roupa de Aline na rua). Tem que ter um movel ridiculo pra todos olharem. Acreditem as pessoas vao te julgar pelo conteudo e forma da sua mudança. Ah, e pela sua geladeira, off course.
Mas entao, acho uma tremenda falta de educaçao ficar olhando os outros fazendo mudança. Voyerismo horroroso. Vai olhar o caralho. Pensei algumas vezes em falar aos transeuntes.
Eh um trauma. Tem o lado psicologico ainda. Quando voltei no ex-ap , e vi tudo vazio... e imaginei que jamais vou voltar a morar ali. Sei que parece viadagem, mas (sob som, entra musica triste de fundo), começou a passar o velho filme de momentos legais que vivi ali. Mudar de casa eh a afirmaçao da existencia do passado em toda a sua plenitude (que consiste em ficar pra tras).
Mudar na minha visao filosofica da coisa seria tirar a vida de uma casa. A alma. Uma casa vazia, eh um zumbi. Entao voce reencarna em outra. E um dia voce se vai e ficam nas paredes, teto, piso, sorrisos, lagrimas, gotas de cerveja, suor, medo, solidao e todas essas coisas que nos fazem humanos e transformam nossas casas em extensoes de nos, templos sagrados ou profanos, mas sempre nossos reinos (parafraseando uma musica do Biquini que fala "minha casa eh meu reino").
Minha mudança foi no sabado. Teve marimbondos, stress, brigas e eu perdi meu pen drive.
Ah sim! Um bom termometro pra saber quem sao seus amigos eh fazer a conta entre o numero dos que voce chamou pra te ajudar, subtraindo o numero dos que foram. Se forem muitos, voce tah bem de amigos (mas tambem vai ter muuuita gente pra voce ter que ajudar depois).
No domingo, morto e estilhaçado ( e ainda indignado por causa dos que ficam olhando a geladeira dos outros) fiquei na janela do novo apartamento refletindo sobre esse lado filosofico/voyer das mudanças, quando olho e noto um mega-caminhao horroroso parado na porta. E de repente vejo um bando de gente se esgoelando pra por uma porra dum guarda-roupa hor-ro-ro-so, velho e com um adesivo de propaganda politica. De cima da minha janela fiquei olhando fixamente praquele guarda-roupa imbecil e projetei toda a revolta da minha geladeira (ok, a geladeira e velha pah porra). Dentro de mim, surgiu um contentamento de vingança.Imaginei quao bom seria se eles deixassem o guarda-roupa cair e ele se despedaçasse todo....hehehe. Realmente seria legal.
Um dia quero escrever sobre os insetos pequenos e verdes, como eles sao pegajosos. Tem um agora aqui em mim. Nao, nao, nao to bebado hoje, nem nada. Apenas tomei coca-cola e vi de novo Britney Spears em Las Vegas. Um dos melhores shows que ja vi na vida (plasticamente e tal). Mas nao acho que essas coisas tem a ver com o que eu estou escrevendo.
Um dia tenho que escrever sobre Britney Spears.
Ah sim: FOTO DA GELADEIRA MERAMENTE ILUSTRATIVA
Meu Reino
Biquini Cavadão
Atrás da porta
Guardo os meus sapatos
Na gaveta do armário
Coloco minhas roupas
Na estante da sala
Vejo muitos livros
E a geladeira conserva o sabor das refeições
Minha casa é meu reino
Mas eu preciso de outros sapatos
De outras roupas, outros temperos
Para formar minhas ideias e meus sentimentos
Eu sou a soma de tudo que vejo
E minha casa é um espelho
Onde a noite eu me deito e sonho com as coisas mais loucas
Sem saber porque
É porque trago tudo de fora
Violência e dúvida, dinheiro e fé
Trago a imagem de todas as ruas por onde passo
E de alguém que nem sei quem é
E que provavelmente eu não vou mais ver
Mas mesmo assim ela sorriu pra mim
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino
É porque trago tudo de fora
E minha casa é um espelho
Trago a imagem de todas as ruas
Eu sou a soma de tudo que vejo
Mas mesmo assim, ela sorriu pra mim
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino

Chorei revendo pela enesima vez o filme. Chorei pq estou preso ao passado e nao consigo sair. Chorei, pq depois da sessao da tarde, minha mae me chamava pra tomar cafe com pao crocante, q eu pegava as casquinhas q caiam na mesa. Chorei pq o tempo (o meu), passou e me deixou aqui, sozinho.
Renato Russo
Cazuza
o carinha do INXS
Kurt Cobain
Rauuuuuuuulll
call me... i want meet yours
Onde as mentes se libertam pra brincar...la rará, la, larará...
11/02/2010
8/02/2010
Sobre amizades e cabelos brancos
Sempre perco a vontade de escrever na hora H. Penso que o que pensei não vale a pena ser escrito. Esse é meu maior problema com a escrita. Além de não saber ao certo qual a hora correta de por ponto de continuação e por ponto final. No entanto ler Saramago me ajudou a não me preocupar tanto com essas regras, ainda mais aqui que onde eu apenas exercito minha capacidade de transformar em símbolos gráficos meus pensamentos, a maioria bem banais.
Dentro tantos, me questiono muito o valor das coisas. A começar das amizades. Elas sempre são valiosas mas poucas eternas. Algumas serão, e talvez aquelas, ou aquela da qual menos esperávamos alguma coisa. Isso porque amizade é cumplicidade, afinidade, a balançada de cabeça de reprovação, dividir aquela opinião, falar daquele filme que vimos, da nova banda que descobrimos ou mesmo... ou mesmo nada, não falar nada, apenas saber que poderemos contar com o "mano" quando precisar, mesmo que ele não diga isso nunca.
Cada dia respeito mais o movimento de translação que determina certas amizades. Amizades podem ser como música, temos nossas preferidas, mas porque não, conhecer outros rítmos, e vez por outra ouvir os flashbacks? O pior é quando voltamos a "ouvir" o som de antigas amizades e nos perguntamos, "como eu pude gostar dessa coisa?", mas depois rimos de forma saudosa e recordamos de como foi bom conhecer aquele "disco" na época, mesmo que hoje nos pareça um som datado e sem o devido conteúdo que nossa idade requer.
E por incrível que pareça (pra mim mesmo), meu medo e ojeriza de envelhecer parece atenuado junto com o tempo, que a cada dia me parece mais curto. É interessante que o peso da idade seja pela quantidade de conhecimentos e sabedoria que acumulamos. Ocupam tanto a cabeça que os cabelos caem ou ficam brancos, alguns tem tanta experiência que andam curvados, outros deixam de se locomover para morarem dentro de si e assistirem atônitos, maravilhados ou risonhos a vida passando.
Dentro tantos, me questiono muito o valor das coisas. A começar das amizades. Elas sempre são valiosas mas poucas eternas. Algumas serão, e talvez aquelas, ou aquela da qual menos esperávamos alguma coisa. Isso porque amizade é cumplicidade, afinidade, a balançada de cabeça de reprovação, dividir aquela opinião, falar daquele filme que vimos, da nova banda que descobrimos ou mesmo... ou mesmo nada, não falar nada, apenas saber que poderemos contar com o "mano" quando precisar, mesmo que ele não diga isso nunca.
Cada dia respeito mais o movimento de translação que determina certas amizades. Amizades podem ser como música, temos nossas preferidas, mas porque não, conhecer outros rítmos, e vez por outra ouvir os flashbacks? O pior é quando voltamos a "ouvir" o som de antigas amizades e nos perguntamos, "como eu pude gostar dessa coisa?", mas depois rimos de forma saudosa e recordamos de como foi bom conhecer aquele "disco" na época, mesmo que hoje nos pareça um som datado e sem o devido conteúdo que nossa idade requer.
E por incrível que pareça (pra mim mesmo), meu medo e ojeriza de envelhecer parece atenuado junto com o tempo, que a cada dia me parece mais curto. É interessante que o peso da idade seja pela quantidade de conhecimentos e sabedoria que acumulamos. Ocupam tanto a cabeça que os cabelos caem ou ficam brancos, alguns tem tanta experiência que andam curvados, outros deixam de se locomover para morarem dentro de si e assistirem atônitos, maravilhados ou risonhos a vida passando.
6/28/2010
Pensamentos do pensador (eu)
A diferença entre o efeito da maconha e do álcool sobre as pessoas é que a primeira faz as pessoas perderem a vergonha de pensar, o outro apenas faz perder a vergonha.
6/25/2010
A humanidade é um grande "DOS"
Eu nem sei se alguém já pensou isso antes de mim, mas eu nunca pensei nisso, nem nunca ouvi dizer. Mas, e se somente se, Deus existisse e tivesse criado o universo com várias galáxias, planetas, sóis e "humanidades" e destas, nós os "especiais" humanos, fôssemos uma das piores criações Dele? E se, neste caso, ele desistiu de nós e dedica-Se a cuidar das outras "humanidades", as que deram certo?
Acho que Deus desistiu da gente como desistimos do sistema "DOS" ou do "Windows 3.1". Sómos um "software" que serviu pra muitas coisas, mas com o passar do tempo foi ficando tão cheio de bugs e vírus que foi mais vantajoso abandonar o projeto e criar outro ou outros.
Com tantos genocídios, guerras tribais, mundias, com todas as agruras da era medieval, das Cruzadas, Inquisições, Holocaustos e ainda assim ainda continuamos nos matando e matando tudo a nossa volta, ainda tem pessoas que acredita na evolução da nossa espécie. A Humanidade não vai mais evoluir.
Acho que Deus desistiu da gente como desistimos do sistema "DOS" ou do "Windows 3.1". Sómos um "software" que serviu pra muitas coisas, mas com o passar do tempo foi ficando tão cheio de bugs e vírus que foi mais vantajoso abandonar o projeto e criar outro ou outros.
Com tantos genocídios, guerras tribais, mundias, com todas as agruras da era medieval, das Cruzadas, Inquisições, Holocaustos e ainda assim ainda continuamos nos matando e matando tudo a nossa volta, ainda tem pessoas que acredita na evolução da nossa espécie. A Humanidade não vai mais evoluir.
Saudade tem idade
Acho que se existissem outras vidas, se mesmo esta vida que hoje tenho fosse apenas mais uma entre tantas outras ja vividas, na próxima eu voltaria muito mais lúcido, contente, sábio, tranquilo e lento, muito lento.
Eu gostaria de jazz, daria mais valor a união da família, tiraria mais fotos, choraria sempre que tivesse vontade, não levaria a sério as "verdades" religiosas e da sociedade. Eu daria muito valor ao presente, pelo simples fato de que ele virará passado num futuro distante, e eu vou sentir sempre muita falta dele. Eu aprenderia com os animais a agressividade e a inocência, estudaria biologia a partir dos 9 anos. Eu saberia que amizades podem ser eternas, com prazo de validade ou mesmo cíclicas, mas todas tem o mesmo valor, cada um de acordo sua proporção e utilidade.
Se eu voltasse em uma próxima vida eu talvez entenderia o motivo de nossos pais terem que nos deixar, o porquê da morte ser algo tão natural, tão humano, tão animal e ao mesmo tempo desumana, desnatural e ao mesmo tempo entendida como porta de passagem para outra dimensão.
Todo esse post e as lágrimas que o inspiraram nasceram de ouvir, de repente, nas madrugadas perdidas procurando algo na SKY, essa música que fez todo um filme de minha infãncia passar na tela da minha mente:
Eu gostaria de jazz, daria mais valor a união da família, tiraria mais fotos, choraria sempre que tivesse vontade, não levaria a sério as "verdades" religiosas e da sociedade. Eu daria muito valor ao presente, pelo simples fato de que ele virará passado num futuro distante, e eu vou sentir sempre muita falta dele. Eu aprenderia com os animais a agressividade e a inocência, estudaria biologia a partir dos 9 anos. Eu saberia que amizades podem ser eternas, com prazo de validade ou mesmo cíclicas, mas todas tem o mesmo valor, cada um de acordo sua proporção e utilidade.
Se eu voltasse em uma próxima vida eu talvez entenderia o motivo de nossos pais terem que nos deixar, o porquê da morte ser algo tão natural, tão humano, tão animal e ao mesmo tempo desumana, desnatural e ao mesmo tempo entendida como porta de passagem para outra dimensão.
Todo esse post e as lágrimas que o inspiraram nasceram de ouvir, de repente, nas madrugadas perdidas procurando algo na SKY, essa música que fez todo um filme de minha infãncia passar na tela da minha mente:
6/12/2010
Cada macaco no seu galho
Estar casado é algo que, feito com a pessoa certa, é muito bom, prazeroso, gostoso de verdade. Realmente nunca pensei que diria isso um dia, depois do que passei num casamento horroroso, que tive certo tempo atrás. Foi meio como pisar no cocô, por mais que que você limpe a sola do sapato, fica um tempo fedendo, mas enfim... isso é outra história.
Mas a luta pra não nos dissolvermos dentro do outro tem que ser constante. Se você nunca viveu essa experiência, acredite, os "casados" não querem perder sua individualidade. Nós ainda queremos fazer amizades, sair com os amigos, sermos questionados sobre como anda nossa vida (nossa no sentindo mais pessoal) e tudo o mais que um ser humano social precisa.
É irritante essa tendência dos humanos em serem absolutos em tudo, partidários, divididos em times, clubes, catálogos. Tudo, nada, sempre, nunca. A generalizaçao do tudo, de todos. A ideia bíblica de "uma só carne" pode ser linda se tiver um sentido lírico, mas saber que ainda temos nosso lugar no mundo, reservado para nosso "eu" é uma certeza imprescindível, ao menos pra mim.
Fico impressionado quando vou a alguma festa ou bar sem minha esposa ( e ela também conta a mesma experiência) e as pessoas questionam a ausência da outra parte, não parece ser por simples curiosidade ou educação, mas uma cobrança velada do tipo, "ei, pera lá, será que você pensa que é um de nós? Que tem direito de ir e vir, e é um ser independente e social?". Ou então "Humm, tem alguma coisa errada". Talvez seja algo sintomático de uma cidade interiorana, talvez seja mesmo reflexo de uma sociedade que tenta punir os "corajosos" que se casam, ou mesmo seja impressão de minha mente preconceituosa e "cismada".
Felizmente no meu caso, tive a imensa sorte de encontrar uma mulher inteligente, doce, linda e que entende também que nossa união se deve muito à preservação de nossa individualidade. Eu não me apaixonaria por um clone de mim mesmo, por isso não defendo a ideia de sermos "uma só carne".
Todo nosso crescimento espiritual, profissional e filosófico, está relacionado com nossa capacidade de formarmos redes de contatos, e nem sempre os mesmos contatos atendem às necessidades das mesmas pessoas, e isso inclui um casal de namorados ou cônjuges.
Existem amigos de minha mulher que não contribuem com minhas sinapses cerebrais, e vice-versa, isso não significa que não gosto deles ou que ela não possa gostar, apenas temos o direito de escolhermos amigos como quem escolhe livros, podemos até indicar, mas ler, fica a critério de cada um. Afinal ler nosso livro preferido em voz alta para o outro é meio chato.
Somos 6 bilhões de pessoas nessa bola chamada de Terra. É muita gente, "véi"! Dá pra fazer um rodízio bom e reciclar amizades e ideias a todo momento. Não me importa tanto assim com QUEM eu esteja me relacionando como amigo, colega, conhecido ou na mesa de bar, mas O QUE tais pessoas podem contribuir de alguma forma para ONDE quero chegar (e olha que as vezes nem quero ir longe).
Não aceito ser julgado de "maniqueísta" por pensar em pessoas como "meios" de chegar a "fins" pessoais. Não consigo ver altruísmo nas ações humanas, e nem digo isso em tom de revolta, mas é uma constatação. Todos nos relacionamos com todos e com tudo para suprir necessidades NOSSAS, isso inclui até mesmo o amor "filia", o amor entre pai e filho.
"Amar" é um dos sentimentos mais egoístas que existe. Acho que temos ainda muito a aprender com os animais, já que não conseguimos mesmo evoluir em termos de relacionamentos, por que não seguir logo a fórmula deles de viver em sociedade? Essa utopia de "igualdade social, racial" e o escambáu, do "amigos para sempre" ou do "endless love", é matéria prima pra arte apenas.Aliás, dizem que a vida imita a arte, eu penso que a vida humana imita a dos animais, nem imita direito, se tornou uma caricatura grotesca."Cada macaco no seu galho", sempre foi e sempre será assim, o resto é balela demagógica.
Ah sim! Feliz Dia dos Namorados. E uma risada bem sarcástica pra você que não tem namorado ou namorada, HAHAHAHHAHAHA...LOOOOOOOOOSER !!! UHUHHU
Mas a luta pra não nos dissolvermos dentro do outro tem que ser constante. Se você nunca viveu essa experiência, acredite, os "casados" não querem perder sua individualidade. Nós ainda queremos fazer amizades, sair com os amigos, sermos questionados sobre como anda nossa vida (nossa no sentindo mais pessoal) e tudo o mais que um ser humano social precisa.
É irritante essa tendência dos humanos em serem absolutos em tudo, partidários, divididos em times, clubes, catálogos. Tudo, nada, sempre, nunca. A generalizaçao do tudo, de todos. A ideia bíblica de "uma só carne" pode ser linda se tiver um sentido lírico, mas saber que ainda temos nosso lugar no mundo, reservado para nosso "eu" é uma certeza imprescindível, ao menos pra mim.
Fico impressionado quando vou a alguma festa ou bar sem minha esposa ( e ela também conta a mesma experiência) e as pessoas questionam a ausência da outra parte, não parece ser por simples curiosidade ou educação, mas uma cobrança velada do tipo, "ei, pera lá, será que você pensa que é um de nós? Que tem direito de ir e vir, e é um ser independente e social?". Ou então "Humm, tem alguma coisa errada". Talvez seja algo sintomático de uma cidade interiorana, talvez seja mesmo reflexo de uma sociedade que tenta punir os "corajosos" que se casam, ou mesmo seja impressão de minha mente preconceituosa e "cismada".
Felizmente no meu caso, tive a imensa sorte de encontrar uma mulher inteligente, doce, linda e que entende também que nossa união se deve muito à preservação de nossa individualidade. Eu não me apaixonaria por um clone de mim mesmo, por isso não defendo a ideia de sermos "uma só carne".
Todo nosso crescimento espiritual, profissional e filosófico, está relacionado com nossa capacidade de formarmos redes de contatos, e nem sempre os mesmos contatos atendem às necessidades das mesmas pessoas, e isso inclui um casal de namorados ou cônjuges.
Existem amigos de minha mulher que não contribuem com minhas sinapses cerebrais, e vice-versa, isso não significa que não gosto deles ou que ela não possa gostar, apenas temos o direito de escolhermos amigos como quem escolhe livros, podemos até indicar, mas ler, fica a critério de cada um. Afinal ler nosso livro preferido em voz alta para o outro é meio chato.
Somos 6 bilhões de pessoas nessa bola chamada de Terra. É muita gente, "véi"! Dá pra fazer um rodízio bom e reciclar amizades e ideias a todo momento. Não me importa tanto assim com QUEM eu esteja me relacionando como amigo, colega, conhecido ou na mesa de bar, mas O QUE tais pessoas podem contribuir de alguma forma para ONDE quero chegar (e olha que as vezes nem quero ir longe).
Não aceito ser julgado de "maniqueísta" por pensar em pessoas como "meios" de chegar a "fins" pessoais. Não consigo ver altruísmo nas ações humanas, e nem digo isso em tom de revolta, mas é uma constatação. Todos nos relacionamos com todos e com tudo para suprir necessidades NOSSAS, isso inclui até mesmo o amor "filia", o amor entre pai e filho.
"Amar" é um dos sentimentos mais egoístas que existe. Acho que temos ainda muito a aprender com os animais, já que não conseguimos mesmo evoluir em termos de relacionamentos, por que não seguir logo a fórmula deles de viver em sociedade? Essa utopia de "igualdade social, racial" e o escambáu, do "amigos para sempre" ou do "endless love", é matéria prima pra arte apenas.Aliás, dizem que a vida imita a arte, eu penso que a vida humana imita a dos animais, nem imita direito, se tornou uma caricatura grotesca."Cada macaco no seu galho", sempre foi e sempre será assim, o resto é balela demagógica.
Ah sim! Feliz Dia dos Namorados. E uma risada bem sarcástica pra você que não tem namorado ou namorada, HAHAHAHHAHAHA...LOOOOOOOOOSER !!! UHUHHU
5/30/2010
Bahia - O Big Brother de violência
O assassinato do delegado de Camaçari ao vivo, foi, na minha opinião o mais emblemático exemplo desse casamento definitivo entre violência e jornalismo. Ouvir os gritos da esposa do delegado é algo assombroso, e nos faz entender como a vida as vezes imita o cinema de uma forma muito mais crua e grotesca. Sem dúvida um caso que entrará para os anais do jornalismo brasileiro.
Aproveito para falar que "nunca na história desse País", um estado esteve com sua segurança pública tão mitigada quanto agora. O governo Jaques Wagner tem investido mais em propaganda do que na segurança. Segundo informações da oposição a Wagner, o govermo investiu desde 2007 mais de 213 milhões em propaganda contra 106 milhões em segurança. A cidade de Vitória da Conquista, que agora figura entre as mais violentas do Brasil, ganhou recentemente apenas 3 viaturas.
Enquanto isso, Wagner faz conchavos com "inimigos", vende a alma a Satã e faz de tudo para se manter no poder. O tão apregoado "alinhamento político" entre Prefeitura de Vitória da Conquista, Governo da Bahia e Brasília não trouxe nada de concreto para a cidade.
É uma pena que o PT da Bahia tenha que sobreviver apenas do marketing proporcionado pela figura do Lula, que tem sido um dos melhores presidentes que o Brasil já teve, mas que não conseguiu transmitir a "receita" aos seus colegas de partido na Bahia.
Aproveito para falar que "nunca na história desse País", um estado esteve com sua segurança pública tão mitigada quanto agora. O governo Jaques Wagner tem investido mais em propaganda do que na segurança. Segundo informações da oposição a Wagner, o govermo investiu desde 2007 mais de 213 milhões em propaganda contra 106 milhões em segurança. A cidade de Vitória da Conquista, que agora figura entre as mais violentas do Brasil, ganhou recentemente apenas 3 viaturas.
Enquanto isso, Wagner faz conchavos com "inimigos", vende a alma a Satã e faz de tudo para se manter no poder. O tão apregoado "alinhamento político" entre Prefeitura de Vitória da Conquista, Governo da Bahia e Brasília não trouxe nada de concreto para a cidade.
É uma pena que o PT da Bahia tenha que sobreviver apenas do marketing proporcionado pela figura do Lula, que tem sido um dos melhores presidentes que o Brasil já teve, mas que não conseguiu transmitir a "receita" aos seus colegas de partido na Bahia.
5/22/2010
Sempre quero sentar e escrever algumas coisas aqui, mas nunca tenho o tal famoso e precioso TEMPO. Então resolvi fazer uns resumos de pensamentos dos últimos dias.
1- Muito triste o assassinato da menina Yasmim, aqui em Vitória da Conquista. Definitivamente a cidade entrou pro rol das mais violentas do mundo. Toda a cidade que mata crianças deve estar na lista das mais violentas, pois a essência da violência se traduz em matar crianças.
2- Falando em Conquista, cada dia noto que a cidade ainda é muito provinciana, ou "bucólica" se fosse para ser lírico, e essa "matutice" se reflete na educação do povo, a forma de artender no comércio e em alguns pseudo artistas da cidade. Incrível como essa "catingueirice" se transforma em várias tipos como a arrogante e a cretina (embora as duas andem de mão dadas sem se notarem). Sempre terei muito a falar sobre isso, mas sem citar nomes fica difícil.
3- Sobre o Twitter. Virou uma febre viral espalhada mela mídia ou os atores dela. O fato é que "nunca antes na história desse país" uma rede social, complexa de se entender ( e isso é falha dela), sem muita "graça", sem muita inovação, limitada, cresceu tão rápido. Tudo graças a adoção desta ferramenta pelos famosos. Todos, até os medíocres.
Uma das evidências de que o Twitter se popularizou no velho "Brasa" (enquanto que INEXPLICAVELMENTE, o Facebook não decolou), é o nível intelectual da maioria dos "twitteiros". Você percebe que o sujeito é sem conteúdo quando ele entra no Twitter pra fazer relatos do que ele está fazendo ou apenas dar "bom dia". Aí você me diz, "mas a proposta do Twitter, é essa mesmo, que as pessoas digam o que estão fazendo". E eu te respondo, SIM meu caro, ilustre desconhecido ou desconhecida, SE LIGA MEU, a intenção era que PESSOAS IMPORTANTES OU DA MÍDIA fizessem isso, não um 'Zé Ruela' como eu e você! Quem quer saber que você vai tomar banho agora? Ou que pegou uma fila no banco enorme, ou que seu feijão queimou?
O Twitter é interessante para pessoas interessantes e muito "divertido e legal" para os "sem conteúdo", que são os que estão fazendo a ferramenta "bombar". Legal pra compartilhar links interessantes, ler ou compartilhar um pensamento interessante ou dar uma dica, mas o que passa disso ou nem chega a isso, é irritante e reflexo da massa inculta que invadiu a internet desde 1998. Sim, eu vivi um curto tempo onde a maioria das pessoas que acessavam a rede era de um nível de inteligência maior. Agora...
Outro equívoco é as pessoas pensarem que por seguir alguèm, este deve retribuir seguindo-as também. Eu posso amar um amigo ou amiga, mas no Twitter não vejo ele manejando-o de forma a ser interessante segui-lo. Mas não quer dizer que deixo de gostar dele por isso. Nada a ver.
Essa música, eu tava ouvindo e achei bem massa, pra o quadro "DEPRESSION MOMENT" que penso em criar no CULT MIX.
1- Muito triste o assassinato da menina Yasmim, aqui em Vitória da Conquista. Definitivamente a cidade entrou pro rol das mais violentas do mundo. Toda a cidade que mata crianças deve estar na lista das mais violentas, pois a essência da violência se traduz em matar crianças.
2- Falando em Conquista, cada dia noto que a cidade ainda é muito provinciana, ou "bucólica" se fosse para ser lírico, e essa "matutice" se reflete na educação do povo, a forma de artender no comércio e em alguns pseudo artistas da cidade. Incrível como essa "catingueirice" se transforma em várias tipos como a arrogante e a cretina (embora as duas andem de mão dadas sem se notarem). Sempre terei muito a falar sobre isso, mas sem citar nomes fica difícil.
3- Sobre o Twitter. Virou uma febre viral espalhada mela mídia ou os atores dela. O fato é que "nunca antes na história desse país" uma rede social, complexa de se entender ( e isso é falha dela), sem muita "graça", sem muita inovação, limitada, cresceu tão rápido. Tudo graças a adoção desta ferramenta pelos famosos. Todos, até os medíocres.
Uma das evidências de que o Twitter se popularizou no velho "Brasa" (enquanto que INEXPLICAVELMENTE, o Facebook não decolou), é o nível intelectual da maioria dos "twitteiros". Você percebe que o sujeito é sem conteúdo quando ele entra no Twitter pra fazer relatos do que ele está fazendo ou apenas dar "bom dia". Aí você me diz, "mas a proposta do Twitter, é essa mesmo, que as pessoas digam o que estão fazendo". E eu te respondo, SIM meu caro, ilustre desconhecido ou desconhecida, SE LIGA MEU, a intenção era que PESSOAS IMPORTANTES OU DA MÍDIA fizessem isso, não um 'Zé Ruela' como eu e você! Quem quer saber que você vai tomar banho agora? Ou que pegou uma fila no banco enorme, ou que seu feijão queimou?
O Twitter é interessante para pessoas interessantes e muito "divertido e legal" para os "sem conteúdo", que são os que estão fazendo a ferramenta "bombar". Legal pra compartilhar links interessantes, ler ou compartilhar um pensamento interessante ou dar uma dica, mas o que passa disso ou nem chega a isso, é irritante e reflexo da massa inculta que invadiu a internet desde 1998. Sim, eu vivi um curto tempo onde a maioria das pessoas que acessavam a rede era de um nível de inteligência maior. Agora...
Outro equívoco é as pessoas pensarem que por seguir alguèm, este deve retribuir seguindo-as também. Eu posso amar um amigo ou amiga, mas no Twitter não vejo ele manejando-o de forma a ser interessante segui-lo. Mas não quer dizer que deixo de gostar dele por isso. Nada a ver.
Essa música, eu tava ouvindo e achei bem massa, pra o quadro "DEPRESSION MOMENT" que penso em criar no CULT MIX.
4/21/2010
Wonderland 2010
por Caíque Santos
O filme de Tim Burton baseia-se na história original mas apenas no uso de alguns personagens e cenas descoladas do desenho de 1951 e algumas vezes aplicadas em um contexto totalmente diferente. Pra quem for fã do desenho original, com todas as viagens psicodélicas, texto envolvente e criativo vai sentir uma certa decepção. O interessante é que o desenho de Walt Disney é evidentemente direcionado a um público adulto, com críticas sociais e políticas da época, alusão aos efeitos provocados pelo ácido lisérgico e até com cenas que são vistas por aguns como reflexo do envolvimeto do autor do livro com pedofilia (comentarei detalhadamente este "desenho" futuramente).
Mas o filme vale a pena ser visto sim, a plástica beira a perfeição com o estilo "dark" de Burton mesclando como só ele sabe fazer, seus personagens de olheiras, céus sombrios e muito colorido.
A rainha má protagonizada pela esposa de Tim Burton é uma atração a parte rendendo grandes momentos do filme, como na cena onde ela reúne seus asseclas para investigar quem comeu sua torta. Diferente do roteiro original, os irmãos TweedleDee e TweedleDum, ganham no filme importãncia e são protagonistas.
O Chapeleiro Maluco, feito por Jonny Deep, parece desenvolver com Alice uma relação platônica, algo possível uma vez que Alice já é quase adulta e não mais uma criança, como na versão original. Tendo em vista que grande parte das cenas foram feitas em estúdio com fundo azul para cromakey, a atuação de Deep é muito boa, ainda que ao encaminhar para o clímax, o Chapeleiro começa a ficar mais sóbrio e perde um pouco do seu encanto que é justamente ser maluco, algo que Jonny sabe fazer muito bem. Ah, vale a pena aguardar a tão falada dança, que o Chapeleiro promete fazer no "Dia Colossal".
O filme, apesar de uma ou outra cena em que foge dos padrões comerciais, é claramente feito com a intenção de render altas bilheterias, seguindo a básica fórmula hollywoodiana, com direito a uma enfadonha guerrinha ao estilo "Senhor dos Anéis", momento que você, se tiver no cinema, pode tranquilamente ir comprar pipoca.
Não tem como não comparar com a versão original, embora ao final entendamos que o filme de Burton é sobre a volta de Alice ao País das Maravilhas e sendo assim, não deveria mesmo ser comparado com o enredo de Charles Lutwidge Dodgson.
Pra quem procura ver além do óbvio, o filme parece abordar a temática "aborrecência", sobre os traumas e "dragões" que as meninas enfrentam na passagem da infãncia para a adolescência, sendo tratadas como meninas quando querem ser reconhecidas como adultas e adultas quando querem ser meninas. Não posso resistir a dizer que até mesmo neste aspecto, o desenho tambem é muito superior.
Wonderland de Burton é pra assistir, já o desenho de 1951 é pra analisar.
3/26/2010
"Falar de Deus disso ninguém duvida" - Otto
Camarada não sabia que ainda tinha esse Blog. Incrível que quanto mais leio as coisas que escrevo, olhando de forma cronológica-inversa, mas acho ridículo essa coisa de ter blog público. Ora pois, se sua necessidade é escrever e apenas extravasar o juízo as vezes, porque a necessidade de publicizar isso? Enfim, aí seria toda uma discussão sobre o tema que por hora não me apetece, fazê-lo.
Depois escrevo ao final do texto sob o som de quais músicas escrevo isso.
Historinhas pra boi dormir
São histórias que as vezes minha mente criam, sem pé nem cabeça. Mas eu escrevo para um dia reler e entender tudo.
Historinha 1: "Como me chamar de ateu? Eu creio em Deus, apenas acredito que Eu sela ele e Sou tão compreensivo que entendo que vocês não me aceitem ainda"
Eugênio. Seu nome era apenas uma mera projeção do que ele era, a saber, um EGO. Sempre ísta, muito cêntrico, e pequeno como as duas letras que formam esse pronome pessoal. Mas gênio na arte de se entender, posto que é coisa mais genial que um ser humano pode fazer. Claro que Eugênio jamais se atrevera a se conhecer a fundo. Nesse quesito não era o Eugênio que tinha o Medo, mas Este que o possuia em suas grades.
Eugênio em frente ao espelho: "Não entendo como demorei tanto para descobrir o quanto me amo. Foi depois de me conhecer, de reconhecer em mim os MEUS defeitos, sim não o meu de quem não os quer, mas o meu de quem se refere a filhos, todos eles, cada every little fukin filhos são meus, tão meus. Uns jovens recém-nascidos outros tão idosos que ninguém nem mais se importa com eles. Aprendi que amaior prova de que estamos evoluindo para um alto nível de auto-conhecimento, é quando reconhecemos nossos erros, nossos erro-filhos. Não é conhecer, isso é fácil, mas reconhecer, morar com eles por um tempo, entendê-los antes de matá-los como se insetos fossem e não cria nossa, filhotes de humanos. Erros, falhas, vícios, o que quer que queira chamar, são filhotes de humanos. Virtudes, bondade, acertos, wherever, são filhotes dos deuses, ou um Deus, como melhor te suprir.
Talvez o grande erro, o maior de todos, seja o nosso critério de julgar o que é o 'errado' e o 'certo'. Nunca parei pra pensar que tudo o que eu imaginava ser meu lado 'bom', na verdade era pior do que o meu lado 'mal'. Na verdade o bom , o certo, o limpo...nenhuma deles existem. Apenas o menos mal, o não errado, e o não-sujo. Talvez seja assim a 'existência' do tal Deus que eles crêem. Ele (maiúsculo ao quadrado, uma vez que sucede a um ponto), não mais é que a ausência do mal, do que prejudica, do sujo. A vida o mundo, vão bem obrigado, sem o mal, não precisa além disso existir um 'bem' que se arvore ser a ausência do bem em estado de nirvana (não, não é a banda).
Deus não sobrevive a ausência do mal. Apenas 10 anos de paz mundial, farturas, dinheiro pra todos, saúde e longevidade eterna, caso tal utópico momento se realizasse, uma década seria suficiente para que toda a humanidade se esquecesse do 'Amigo Imaginário' com todas as maiúsculas que nossa lingua portuguesa possa honra-Lo.
A manutenção do sistema é politicamente viável para Deus. Sem crise, sem Deus nem deus.
Mas e o que tudo isso tem a ver com o fato de eu começar dizendo que me amo? Tem a ver que ao saber que o bem não existe e sim a ausência do mal, penso análogamente que o mal também não existe, mas ausência do bem. Ausência denota carência, falta e não se culpa o faminto pela fome nem se culpa a comida também. O mal que há em mim é é o bem desnutrido apenas. Precisa de cuidado, de atenção, noites sem dormir vigiando seu sono. Hoje gosto de cada every litlle fukin falhas e vícios meus, tão meus. Eles se mostram mais do que a falange das hipócritas 'virtudes' que querem tomar o poder da minha vida. Tenho medo quando o 'bem' chega ao poder. O bem é um regime totalitário não aceita os contras. O 'mal', ora o mal ele é bem democrático. Nunca vi alguem ser todo mal e ainda não aceitar nele nada que tenha a ver com o bem. Mas o 'bem'- coturno no pescoço. Discordou dele, tá exilado, condenado, se possível morto. O 'bem' gerou Hitller, os Papas, a Santa Inquisição, os políticos, a polícia, o exército e até a bosta do sistema socialista, Marx, Lennin e toda essa cambada que tem seus nomes em bibliografias de monografias de história. O 'bem' criou Deus, não o contrário. O 'mal' criou o Satanás não o contrário. Entendendo isso, entendi 80% do princípio ativo da religião, o THC dela.
Eu adoro o mal que está em mim. Cada every little evil fukin dark peace of 'mal' em mim. Mas não tenho mais espaço para outros. Estou bem de defeitos. Administrando legal posso chegar ao final da vida com bem poucos, muitos devem morrer ao longo do caminho, por eu não alimentá-los, mas outros estão tatuados em mim. Morrerei com eles, e eles estarão comigo no meu último dia na terra. O 'bem', tantas vezes me abandonou, me deixou só... mas ele, o 'mal', sempre parceiro esse meu filho rebelde.
E é por isso, que eu, Eugênio, no nome e em cada every little fukin palavra que penso e escrevo, declaro a mim mesmo meu amor. O mundo agora tem razão de existir, afinal eu estou nele, e quão sem graça seria essa merda de mundo sem mim. Eugênio, eu, gênio, faço parte da rara massa que dá algum sentido a esse caos que convencionamos chamar de mundo ou sociedade.
Não tenho medo de morrer. Não de partir. Nem mesmo de morrer como um qualquer, afinal os gênios não esperam reconhecimento em seu tempo, da mesma forma, eu, gênio, Eugênio, não temo ser preterido nas premiações do 'Oscar', organizado pelos medíocres que a qualquer 'paulocoelhisse' da vida se curvam.
Eu sou Eugênio, muito mais Gênio que Eu, aliás, me chame de Gênio apenas, o Eu está implícito no nome. Não é meu nome que contem o adjetivo gênio e sim o contrário. Eu sou foda, quem sabe meu filho seria Eufoda, se menina e Eufodo, se menino."
Eugênio começa se olhar no espelho, se acha realmente atraente e acredita que sua beleza tenha a mesma intensidade e dificuldade em se entender, que as sinfonias de Bethoven. "As pessoas querem musicas pops, coisas fáceis e minha beleza só se vê quando a sente e os olhos não tem sentimentos, apenas a mente e quem dela não faz muito uso, a não ser pro básico, não me vê", pensa Eugênio, olhos fixos no espelho, encarando-se e tentanto se enxergar neles.
O tempo passa, dezenas de minutos talvez, seus olhos dão um "zoom out" e quem ele vê no espelho não é mais o Gênio de beleza incompreendida, mas velho Eugênio de sempre. O bem voltou a dominá-lo, as cinzas são recolhidas, conhecidas e reconhecidas como ex-estrelas que morreram por ficarem muito próximas do sol.
E Eugênio, usando ainda um pouco do que sobrou do seu momento reflexivo, pensa em voz alta mas sem pronunciar nada "talvez seja por isso que não consigo, crer em Deus, posso até crer que Ele exista, mas não confio Nele, afinal. como se confiar em quem não sabe o que é conviver desde sempre com os erros? Não os erros externos, mas os incravados na nossa alma. Confiaria num Deus imperfeito, que tropeçasse na pedra e gritasse 'porra!', que batesse o calcanhar na quina da mesa e espraguejasse 'shhhhhhh disgraaaaça da porra!. Acho que esse Deus me entenderia e eu confiaria nele". Eugênio começa pensar em Ney Matogrosso cantando "se posso pensar que Deus sou eu" e começa pensar se de repente não seria ele mesmo Deus. Mas isso seria elocubrações para outro dia.
Som de fundo:"Panis et circenses", "She´s my shoo shoo" e outras tantas do mesmo disco - Mutantes.
Depois escrevo ao final do texto sob o som de quais músicas escrevo isso.
Historinhas pra boi dormir
São histórias que as vezes minha mente criam, sem pé nem cabeça. Mas eu escrevo para um dia reler e entender tudo.
Historinha 1: "Como me chamar de ateu? Eu creio em Deus, apenas acredito que Eu sela ele e Sou tão compreensivo que entendo que vocês não me aceitem ainda"
Eugênio. Seu nome era apenas uma mera projeção do que ele era, a saber, um EGO. Sempre ísta, muito cêntrico, e pequeno como as duas letras que formam esse pronome pessoal. Mas gênio na arte de se entender, posto que é coisa mais genial que um ser humano pode fazer. Claro que Eugênio jamais se atrevera a se conhecer a fundo. Nesse quesito não era o Eugênio que tinha o Medo, mas Este que o possuia em suas grades.
Eugênio em frente ao espelho: "Não entendo como demorei tanto para descobrir o quanto me amo. Foi depois de me conhecer, de reconhecer em mim os MEUS defeitos, sim não o meu de quem não os quer, mas o meu de quem se refere a filhos, todos eles, cada every little fukin filhos são meus, tão meus. Uns jovens recém-nascidos outros tão idosos que ninguém nem mais se importa com eles. Aprendi que amaior prova de que estamos evoluindo para um alto nível de auto-conhecimento, é quando reconhecemos nossos erros, nossos erro-filhos. Não é conhecer, isso é fácil, mas reconhecer, morar com eles por um tempo, entendê-los antes de matá-los como se insetos fossem e não cria nossa, filhotes de humanos. Erros, falhas, vícios, o que quer que queira chamar, são filhotes de humanos. Virtudes, bondade, acertos, wherever, são filhotes dos deuses, ou um Deus, como melhor te suprir.
Talvez o grande erro, o maior de todos, seja o nosso critério de julgar o que é o 'errado' e o 'certo'. Nunca parei pra pensar que tudo o que eu imaginava ser meu lado 'bom', na verdade era pior do que o meu lado 'mal'. Na verdade o bom , o certo, o limpo...nenhuma deles existem. Apenas o menos mal, o não errado, e o não-sujo. Talvez seja assim a 'existência' do tal Deus que eles crêem. Ele (maiúsculo ao quadrado, uma vez que sucede a um ponto), não mais é que a ausência do mal, do que prejudica, do sujo. A vida o mundo, vão bem obrigado, sem o mal, não precisa além disso existir um 'bem' que se arvore ser a ausência do bem em estado de nirvana (não, não é a banda).
Deus não sobrevive a ausência do mal. Apenas 10 anos de paz mundial, farturas, dinheiro pra todos, saúde e longevidade eterna, caso tal utópico momento se realizasse, uma década seria suficiente para que toda a humanidade se esquecesse do 'Amigo Imaginário' com todas as maiúsculas que nossa lingua portuguesa possa honra-Lo.
A manutenção do sistema é politicamente viável para Deus. Sem crise, sem Deus nem deus.
Mas e o que tudo isso tem a ver com o fato de eu começar dizendo que me amo? Tem a ver que ao saber que o bem não existe e sim a ausência do mal, penso análogamente que o mal também não existe, mas ausência do bem. Ausência denota carência, falta e não se culpa o faminto pela fome nem se culpa a comida também. O mal que há em mim é é o bem desnutrido apenas. Precisa de cuidado, de atenção, noites sem dormir vigiando seu sono. Hoje gosto de cada every litlle fukin falhas e vícios meus, tão meus. Eles se mostram mais do que a falange das hipócritas 'virtudes' que querem tomar o poder da minha vida. Tenho medo quando o 'bem' chega ao poder. O bem é um regime totalitário não aceita os contras. O 'mal', ora o mal ele é bem democrático. Nunca vi alguem ser todo mal e ainda não aceitar nele nada que tenha a ver com o bem. Mas o 'bem'- coturno no pescoço. Discordou dele, tá exilado, condenado, se possível morto. O 'bem' gerou Hitller, os Papas, a Santa Inquisição, os políticos, a polícia, o exército e até a bosta do sistema socialista, Marx, Lennin e toda essa cambada que tem seus nomes em bibliografias de monografias de história. O 'bem' criou Deus, não o contrário. O 'mal' criou o Satanás não o contrário. Entendendo isso, entendi 80% do princípio ativo da religião, o THC dela.
Eu adoro o mal que está em mim. Cada every little evil fukin dark peace of 'mal' em mim. Mas não tenho mais espaço para outros. Estou bem de defeitos. Administrando legal posso chegar ao final da vida com bem poucos, muitos devem morrer ao longo do caminho, por eu não alimentá-los, mas outros estão tatuados em mim. Morrerei com eles, e eles estarão comigo no meu último dia na terra. O 'bem', tantas vezes me abandonou, me deixou só... mas ele, o 'mal', sempre parceiro esse meu filho rebelde.
E é por isso, que eu, Eugênio, no nome e em cada every little fukin palavra que penso e escrevo, declaro a mim mesmo meu amor. O mundo agora tem razão de existir, afinal eu estou nele, e quão sem graça seria essa merda de mundo sem mim. Eugênio, eu, gênio, faço parte da rara massa que dá algum sentido a esse caos que convencionamos chamar de mundo ou sociedade.
Não tenho medo de morrer. Não de partir. Nem mesmo de morrer como um qualquer, afinal os gênios não esperam reconhecimento em seu tempo, da mesma forma, eu, gênio, Eugênio, não temo ser preterido nas premiações do 'Oscar', organizado pelos medíocres que a qualquer 'paulocoelhisse' da vida se curvam.
Eu sou Eugênio, muito mais Gênio que Eu, aliás, me chame de Gênio apenas, o Eu está implícito no nome. Não é meu nome que contem o adjetivo gênio e sim o contrário. Eu sou foda, quem sabe meu filho seria Eufoda, se menina e Eufodo, se menino."
Eugênio começa se olhar no espelho, se acha realmente atraente e acredita que sua beleza tenha a mesma intensidade e dificuldade em se entender, que as sinfonias de Bethoven. "As pessoas querem musicas pops, coisas fáceis e minha beleza só se vê quando a sente e os olhos não tem sentimentos, apenas a mente e quem dela não faz muito uso, a não ser pro básico, não me vê", pensa Eugênio, olhos fixos no espelho, encarando-se e tentanto se enxergar neles.
O tempo passa, dezenas de minutos talvez, seus olhos dão um "zoom out" e quem ele vê no espelho não é mais o Gênio de beleza incompreendida, mas velho Eugênio de sempre. O bem voltou a dominá-lo, as cinzas são recolhidas, conhecidas e reconhecidas como ex-estrelas que morreram por ficarem muito próximas do sol.
E Eugênio, usando ainda um pouco do que sobrou do seu momento reflexivo, pensa em voz alta mas sem pronunciar nada "talvez seja por isso que não consigo, crer em Deus, posso até crer que Ele exista, mas não confio Nele, afinal. como se confiar em quem não sabe o que é conviver desde sempre com os erros? Não os erros externos, mas os incravados na nossa alma. Confiaria num Deus imperfeito, que tropeçasse na pedra e gritasse 'porra!', que batesse o calcanhar na quina da mesa e espraguejasse 'shhhhhhh disgraaaaça da porra!. Acho que esse Deus me entenderia e eu confiaria nele". Eugênio começa pensar em Ney Matogrosso cantando "se posso pensar que Deus sou eu" e começa pensar se de repente não seria ele mesmo Deus. Mas isso seria elocubrações para outro dia.
Som de fundo:"Panis et circenses", "She´s my shoo shoo" e outras tantas do mesmo disco - Mutantes.
12/22/2009
Até os mendigos de lá são mais maneros
Esse cara é um mendigo das ruas de Los Angeles, foi pedir ajuda e disse que sabia tocar e era compositor, deram um violão pro sujeito e ele cantou "creep" do Radiohead, melhor que os caras.
Voltei pra casa - Viva a corrupção!
Pois é, são de experiências que se constrói uma vida. Enjoêi dessa coisa de blogspot, descobri o TUMBLR que é muito incrível pra postar fotos, e mais que isso, ver fotos, mas pra escrever mesmo o velho blogspot é melhor. Então resolvi voltar e escrever por aqui.
Fico analisando como a maior parte da nossa vida, nós, os seres pensantes, vivemos tentando nao enlouquecer. Só quem pensa muito enlouquece. Quem vegeta não enloquece. Nunca. Embora o conceito do que vem a ser a "loucura" tenha sido desenvolvido por "normais". É bem louco isso, afinal os loucos seriam (em tese), os mais capacitados para enquadrar quem é do mesmo time. Uma pessoa dita "normal" não tem capacidade alguma de definir o que vem a ser a "loucura".
Da mesma forma se dá também como o conceito de "imoral". Quem definiu no dicionário o que é ou o que não é "moral" foi provavelmente pessoas que nunca se atreveram ou se permitiram ser "imorais". Aí você me questiona, "eu preciso ser corrupto pra saber o que é corrupção?" e eu digo, "SIM". Você pode ter uma ideia básica do que vem a ser corrupção, mas entendê-la e defini-la na sua plenitude cabe apenas aos que a praticam ou aos que sofreram na carne por ela. Ainda assim somos bem hipócritas ao demonizarnos a corrupção, nós que fazemos "gato" para ter TV por assinatura sem pagar mensalidade, ou compramos nossos DVD´s piratas no "Paraguai", afinal não existe corrupto pequeno ou grande, existe o corrupto e pronto. Se nossa corrupção é do tamanho do risco de sermos pegos no flagra, não é ela que é pequena mas sim nossa ousadia ou mesmo "esperteza".
Não espero jamais o fim da corrupção no sistema político brasileiro, pois a forma de se fazer política aqui é condicionada embrionariamente aos coluios, subornos e malandragem. Entenda, não são os políticos em sua totalidade que são desonestos mas o sistema sim. O que podemos esperar é o aumento das penas e maior fiscalização, mas política sem corrupção é como filme pornô sem sexo.
Além de gostarmos da corrupção nós achamos o máximo os corruptos "espertos" que jamais são pegos. Se hoje as pessoas menosprezam o governador do Distrito Federal, Arruda, talvez seja mais pelo fato dele ter sido pego do que pelo que fez.
Como sempre tenho um problema enorme em concluir o que escrevo, por isso escrevo, pra ver se um dia aprendo a fazer conclusões. Pois é, conlcluo aqui então.
Fico analisando como a maior parte da nossa vida, nós, os seres pensantes, vivemos tentando nao enlouquecer. Só quem pensa muito enlouquece. Quem vegeta não enloquece. Nunca. Embora o conceito do que vem a ser a "loucura" tenha sido desenvolvido por "normais". É bem louco isso, afinal os loucos seriam (em tese), os mais capacitados para enquadrar quem é do mesmo time. Uma pessoa dita "normal" não tem capacidade alguma de definir o que vem a ser a "loucura".
Da mesma forma se dá também como o conceito de "imoral". Quem definiu no dicionário o que é ou o que não é "moral" foi provavelmente pessoas que nunca se atreveram ou se permitiram ser "imorais". Aí você me questiona, "eu preciso ser corrupto pra saber o que é corrupção?" e eu digo, "SIM". Você pode ter uma ideia básica do que vem a ser corrupção, mas entendê-la e defini-la na sua plenitude cabe apenas aos que a praticam ou aos que sofreram na carne por ela. Ainda assim somos bem hipócritas ao demonizarnos a corrupção, nós que fazemos "gato" para ter TV por assinatura sem pagar mensalidade, ou compramos nossos DVD´s piratas no "Paraguai", afinal não existe corrupto pequeno ou grande, existe o corrupto e pronto. Se nossa corrupção é do tamanho do risco de sermos pegos no flagra, não é ela que é pequena mas sim nossa ousadia ou mesmo "esperteza".
Não espero jamais o fim da corrupção no sistema político brasileiro, pois a forma de se fazer política aqui é condicionada embrionariamente aos coluios, subornos e malandragem. Entenda, não são os políticos em sua totalidade que são desonestos mas o sistema sim. O que podemos esperar é o aumento das penas e maior fiscalização, mas política sem corrupção é como filme pornô sem sexo.
Além de gostarmos da corrupção nós achamos o máximo os corruptos "espertos" que jamais são pegos. Se hoje as pessoas menosprezam o governador do Distrito Federal, Arruda, talvez seja mais pelo fato dele ter sido pego do que pelo que fez.
Como sempre tenho um problema enorme em concluir o que escrevo, por isso escrevo, pra ver se um dia aprendo a fazer conclusões. Pois é, conlcluo aqui então.
9/25/2009
Mudei de casa
Enjoei de tudo aqui. Resolvi passar um tempo fora, talvez eu volte. To aqui agora:
http://encontrodementes.tumblr.com/
Bye Folks!
http://encontrodementes.tumblr.com/
Bye Folks!
8/30/2009
Por isso que não quero ser repórter
O povo diz "porque vc não manda currículo pra não-sei-aonde pra ser reporter?" E eu respondo: "pq sou careca, ja viu repórter careca? Com a cabeça raspada tipo skin-head? Nem eu. Acho que ia acontecer comigo igual aconteceu com esse companheiro careca aqui:
5/19/2009
Sonsde fundo para viagens
Existem cantores e bandas dos quais não consigo imaginar que alguém vá gostar estando "de cara".
Minha lista:
Lenine - este pra mim é praticamente impossível, só consegui entender o cara depois de uma "reflexão com a natureza", enfim "derramei minha saudade e a cidade escureceu" é lindo. Mas tem que ouvir "lendo", porque o som, acho meio que experimental, não dá pra digerir fácil não.
Mundo Livre SA - Se bem que só ouvi uma, mas o trecho "essa não é a música que os jornalistas ouvem quando estão mentindo" da música "a música que os loucos ouvem", hehehe, gostei. Por analogia o jornalista louco não mente.
Pink Floyd - Ouvi "money" milhares de vezes na vida, e apenas estes dias que notei que eles falam umas coisas (beeem baixinho) no em cima do instrumental de encerramento, não vou dizer aqui, porque estou em duvida se foi mesmo o que entendi. Vou ouvir de novo.
Joy Division - Foi uma banda uns dizem "pós-punk" outros a chamam de "mãe" do gótico, não sei isso. Mas assim, o JD tem um lance de angústia que vai além das letras e do vocal tétrico de Ian Curtis. O baixo da música é "baixo-astral" com todo o trocadilho e redundância que se possa ter. Já ouvi o termo fazer a guitarra "chorar", mas o baixo, só o JD. Somando com a voz, letra e o dançar epilético de Curtis, é deprê total. Voltou a ser cultuada agora depois do lançamento do filme "Control" com a história de Ian Curtis (contada pela víúva dele). Eu inclusive apenas me interessei após o filme e só entendi melhor depois de uma "reflexão".
continua... (passou....rs)
Minha lista:
Lenine - este pra mim é praticamente impossível, só consegui entender o cara depois de uma "reflexão com a natureza", enfim "derramei minha saudade e a cidade escureceu" é lindo. Mas tem que ouvir "lendo", porque o som, acho meio que experimental, não dá pra digerir fácil não.
Mundo Livre SA - Se bem que só ouvi uma, mas o trecho "essa não é a música que os jornalistas ouvem quando estão mentindo" da música "a música que os loucos ouvem", hehehe, gostei. Por analogia o jornalista louco não mente.
Pink Floyd - Ouvi "money" milhares de vezes na vida, e apenas estes dias que notei que eles falam umas coisas (beeem baixinho) no em cima do instrumental de encerramento, não vou dizer aqui, porque estou em duvida se foi mesmo o que entendi. Vou ouvir de novo.
Joy Division - Foi uma banda uns dizem "pós-punk" outros a chamam de "mãe" do gótico, não sei isso. Mas assim, o JD tem um lance de angústia que vai além das letras e do vocal tétrico de Ian Curtis. O baixo da música é "baixo-astral" com todo o trocadilho e redundância que se possa ter. Já ouvi o termo fazer a guitarra "chorar", mas o baixo, só o JD. Somando com a voz, letra e o dançar epilético de Curtis, é deprê total. Voltou a ser cultuada agora depois do lançamento do filme "Control" com a história de Ian Curtis (contada pela víúva dele). Eu inclusive apenas me interessei após o filme e só entendi melhor depois de uma "reflexão".
continua... (passou....rs)
5/04/2009
Jornalismo "dizquê"

Certa vez disse à uma pessoa (TECLADO COM ACENTOS!!! UHUHUHUHU), que sempre que percebesse eu atualizando o Blogue com muito frequência, era porque eu não estava bem. Passou essa fase. Deixei de escrever porque não acho que exista mais nenhuma assunto a escrever. Já escreveram (e bem melhor que eu), sobre todos os temas.
No entanto, comecei a desaprender a escrever. Analisei as coisas por outro prisma. Assim, se tudo o que havia pra dizer sobre todos os temas, já foi dito, se não me importo com o que as pessoas vão achar do que escrevo e já que este blogue nem é assim tão acessado, isso quer dizer que gozo de mais liberdade ainda! Entende?
Para que eu voltasse a blogar, umas das coisas fundamentais foi estar vagabundo. Sim, pessoas que blogam quasde que diariamente ou são super organizados no seu tempo, ou desempregados. Acho que estou na segunda opção. Mas como dizia o poeta Edson Gomes , eu não sou desempregado e sim "do mercado informal".
Mas estar aqui agora "blogando" é uma puta sacanagem minha. Tenho um documentário que será meu TCC (trabalho de conclusão de curso) e não fiz nada. Tipo nada. Comecei fazer o roteiro e estou no tema. Parei aí.
Mas tempo pra ficar escrevendo merda aqui , ah eu tenho. Mas, voltando ao assunto sobre o que me fez ser novamente um "blogador". Foi o Twitter. Estou no Twitter, não vou sair, pois recebo alguns links interessantes de sites jornalísticos, mas como ferramenta de "relacionamento social" é um lixo. E foi analisando o Twitter que percebi como somos felizes em ter blogues e podermos escrever quanto caracteres quisermos. E o que é mais legal é que você não é obrigado a ler minhas merdas pra mostrar que é meu amigo. O Twitter tem um pouco disso, essa coisa de "seguir" a pessoa por camaradagem (tipo, o cara me segue e fica chato eu não segui-lo).
Mas assim eu estou gostando de voltar a escrever. Me sinto meio Ronaldo do Corinthians. Com a diferença do salário. Mas estou gordo como ele, e não acreditava mais no meu potencial bloguístico. Talvez o tema do meu TCC, que será sobre blogues (eu aportuguesei o nome, não ficou lindo?)tenha me in(ex)citado. Vou questionar no DOC se o blogueiro é jornalista, uma vez que ele difunde informações (alguns) de interesse social. Mas não vou escrever agora sobre isso.
Eu poderia fazer um teste aqui. Se blogueiro não é jornalista, então não tenho a obrigaçao de checar os fatos. Posso escrever na base do "dizquê" ("Dizque fulano é viado, sabia? ou Dizque Conquista tem mais de 1.000 pessoas com cerca de 1 milhão de reais na conta).
Na verdade, com toda essa coisa de derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalista, derrumar a Lei de imprensa, começo a ser a favor do "disquê". Também sou a favor do jornalismo iniciado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi (eu vi no gúgo o nome dele). Essa coisa de jogar o sapato em coletivas de imprensa, achei bem maneiro. Acho que seria uma espécie de liberdade de expressão, não? Afinal temos que ter os pés no chão, mas os sapatos... (isso me fez lembrar a história do "caralho voador", mas um dia escreverei sobre isso).
Se o jornalismo "sério", não funciona que acham de migrarmos pro "jornalismo dizquê"? Dizquê o prefeito de Conquista é "Ritlerzinho" danado (com todo o respeito ao Führer, afinal ele ao menos se assumia como tal). Dizquê esse último final de semana um amigo do vice-presidente do Brasil veio a Conquista (a convite para assistir o MASSICAS INDOOR de helicóptero e parou a treco quase na Olívia Flores. Dizque o cara tava meio bêbado, mas pelo que sei a lei seca nao se aplica aos helicópteros, e mesmo assim ele não estava pilotanto). Se veio ou não o fato é que eu ouvi o helicóptero sobrevoando a cidade. Dizque Ivete Sangalo criticou o fim da micareta de rua, em pleno MASSICAS INDOOR, será mesmo? Será que ela é mesmo tão burra, hipócrita ou desligada? Não sei. Afinal não se pode confiar nessa coisa de "dizque". Dizque o New York Times tá falindo mesmo e será impresso apenas 1 vez por semana. Dizque toda essa baboseira de "gripe suína" foi mais uma da mídia pra tirar da cabeça do povo esse papo de "crise". O que eu acho mais interessante na tal gripe dos porquinhos é que até agora nunca teve um caso realmente comprovado. Aliás, "dizque" tem. Enquanto isso a dengue...
Cansei de escrever. Vou tomar café. E não vou corrigir este texto, devem existir erros de digitação, concordância, essa porra toda. Mas me disseram que "texto" é tudo o que se entende. Se você entendeu o que eu escrevi "foi texto". Se não melhor corrigir suas idéias antes da minha escrita. That´s all folks! Sempre quis encerrar um texto com essa frase!!!
Ps.: Mentira, eu dei uma leve revisada, hehehe.
5/02/2009
A cor preta sugera coisas negativas.
(pra variar: teclado sem acentos)
Estou participando do ERECOM. O encontro regional dos estudantes de comunicaçao. Chamam de "ereconha", voces devem imaginar o porque. Nada contra fumar maconha.
O que mais me irrita sao dos debates sobre coisa alguma pra levar a lugar nenhum.
Me inscrevi num GT - grupo de trabalho, cuja proposta seria falar sobre as classes oprimidas. Advinha quem sao as classs oprimidas? Os gays. Puta que pariu, nao aguento mais esses debates sobre direito de gays. Sim eles tem o direito de fazer o que quiser com o que e deles, ok, beleza. Em meio a tantas opressoes, como a exclusao digital, social, midiatica, eu tenho que ouvir perolas do tipo "devemos lutar para que palavras como "viado" nao sejam mais ditas sobre os gays". Um tremenda viadagem mesmo.
Mas o ponto mais irritante foi quando começaram a falar dos negros. Segunda uma menina "negra militante", temos que aboliar todas as palavras que liguem coisas negativas as cores negras. Nao pode: humor negor, denegrir, "clarear as coisas" (o certo seria "escurecer as coisas"), e uma serie de idiotices de gente que nao apenas nao tem o que fazer, mas tambem o que pensar.
Foi nesse momento que resolvi participar do "debate", coloco entre aspas porque todos os assuntos relacionados aos negros, ou voce apoia ou sera preso (literalmente).
Levantei minha voz (ja sentindo o olhar preconceituso por ser branquelo de olho azul) e disse que eles, os negros, estavam exagerando ao querer entrar nos meandros da linguistica. Afinal negro e escuridao, ausencia de luz ou claridade, sempre foram associadas ao negativo, ao "obscuro", e sim a coisas negativas. Nao por causa dos negros mas pela etimologia das palavras. Se lermos a Biblia veremos que varias coisas ruins sao associadas as trevas. Um dia ensolarado jamais podera ser descrito como um dia negro, ou associado ao escuro. Disse eu a garota negra, que antes havia afirmado ter muito orgulho da cor, que pra quem se orgulha tanto, acho muito esquisito que tudo o que dizem referente a cor negra (que esteja relacionado com o significante da palavra negro) seja ofensivo. Riram da minha cara, quando eu disse que deveriam levar em conta e respeitar a nossa lingua. A relaçao da palavra negro, escuro, preto nao necessariamente tem a ver com o racismo. Algumas pode ter, mas a maioria nao. Na lingua portuguesa, entendo eu, relacionar coisas escuras a negatividade eh algo que transcende esse debate sobre racismo.
Apos minha fala, notei que aquilo nao era um debate ou uma discussao livre, mas sim, um grupo onde todos precisam uns dos outros para reafirmarem as mesmas ideias. Coisa de estudante mesmo.
Estou participando do ERECOM. O encontro regional dos estudantes de comunicaçao. Chamam de "ereconha", voces devem imaginar o porque. Nada contra fumar maconha.
O que mais me irrita sao dos debates sobre coisa alguma pra levar a lugar nenhum.
Me inscrevi num GT - grupo de trabalho, cuja proposta seria falar sobre as classes oprimidas. Advinha quem sao as classs oprimidas? Os gays. Puta que pariu, nao aguento mais esses debates sobre direito de gays. Sim eles tem o direito de fazer o que quiser com o que e deles, ok, beleza. Em meio a tantas opressoes, como a exclusao digital, social, midiatica, eu tenho que ouvir perolas do tipo "devemos lutar para que palavras como "viado" nao sejam mais ditas sobre os gays". Um tremenda viadagem mesmo.
Mas o ponto mais irritante foi quando começaram a falar dos negros. Segunda uma menina "negra militante", temos que aboliar todas as palavras que liguem coisas negativas as cores negras. Nao pode: humor negor, denegrir, "clarear as coisas" (o certo seria "escurecer as coisas"), e uma serie de idiotices de gente que nao apenas nao tem o que fazer, mas tambem o que pensar.
Foi nesse momento que resolvi participar do "debate", coloco entre aspas porque todos os assuntos relacionados aos negros, ou voce apoia ou sera preso (literalmente).
Levantei minha voz (ja sentindo o olhar preconceituso por ser branquelo de olho azul) e disse que eles, os negros, estavam exagerando ao querer entrar nos meandros da linguistica. Afinal negro e escuridao, ausencia de luz ou claridade, sempre foram associadas ao negativo, ao "obscuro", e sim a coisas negativas. Nao por causa dos negros mas pela etimologia das palavras. Se lermos a Biblia veremos que varias coisas ruins sao associadas as trevas. Um dia ensolarado jamais podera ser descrito como um dia negro, ou associado ao escuro. Disse eu a garota negra, que antes havia afirmado ter muito orgulho da cor, que pra quem se orgulha tanto, acho muito esquisito que tudo o que dizem referente a cor negra (que esteja relacionado com o significante da palavra negro) seja ofensivo. Riram da minha cara, quando eu disse que deveriam levar em conta e respeitar a nossa lingua. A relaçao da palavra negro, escuro, preto nao necessariamente tem a ver com o racismo. Algumas pode ter, mas a maioria nao. Na lingua portuguesa, entendo eu, relacionar coisas escuras a negatividade eh algo que transcende esse debate sobre racismo.
Apos minha fala, notei que aquilo nao era um debate ou uma discussao livre, mas sim, um grupo onde todos precisam uns dos outros para reafirmarem as mesmas ideias. Coisa de estudante mesmo.
4/29/2009
4/28/2009
Minha casa, meu reino

Eu falei, falei q ia escrever sobre isso...
Ok. Teclado ainda sem acentos. Reforma ortografica chegou cedo no meu notebook. Nao e nem uma reforma, seria uma revolucao, um golpe de estado. Mas o que eu ia escrever mesmo?
Ok. Sobre mudar de casa. Mudamos de apartamento. Eu e Aline. 12 meses depois de ter feito uma mudança (nossa primeira). Foi tudo muito igual. No dia em que mudamos para perto do Albergue (nao e o do filme), teve ataque de maribondos. Foi. E teve na nossa saida. Aline viu. Emblematico. Tipo... entende? Entao. Deve ter algum significado. Deve ter. Ou nao. Teve marimbondo na nossa saida. Acho que ja deu pra entender. Marimbondos. Foi. Aqueles... enfim, o inseto que voa e pica (nao necessariamente nessa ordem). Pica (ficou estranho isso no blogue).
Mas sobre a mudança... Conversando com Alberto, percebemos como eh uma coisa invasiva. Uma coisa meio Big Brother. As pessoas passando na rua e olhando pra sua geladeira! Nao acho correto expor nossa geladeira no meio da rua. O fogao, muitas vezes aquele guarda-roupa velho com o adesivo do "Lula - lah". Mas a geladeira!!! Velho, nao acho certo as pessoas ( e tem umas bem descaradas) que ficam olhando a geladeira dos outros durante a mudança. Passa, de uma olhadinha nos petences da pessoa, mas ficar encarando?
Geladeira eh um troço intimo. Faça uma lista dos seus amigos e conhecidos e anote o nome dos que voce conhece a geladeira. Vai ver que sao poucos. Pra falar a verdade, acho que podemos medir nosso grau de amizade/intimidade pelo nivel de aproximaçao com as geladeiras dos amigos.
Pensei aqui e agora, e nao conheço a geladeira de quase nenhum amigo. Conheço a de Tisso, Michele e Helio, (Celio separou, ficou sem geladeira), a geladeira de Alberto...Conheci muitas gelçadeiras na epoca que morava em republicas.
Mas enfim, o ponto eh que nao existe mudança "chic". Toda mudança eh brega. Sempre vai cair uma cueca na rua, (eu deixei cair 2 cabides lotados de roupa de Aline na rua). Tem que ter um movel ridiculo pra todos olharem. Acreditem as pessoas vao te julgar pelo conteudo e forma da sua mudança. Ah, e pela sua geladeira, off course.
Mas entao, acho uma tremenda falta de educaçao ficar olhando os outros fazendo mudança. Voyerismo horroroso. Vai olhar o caralho. Pensei algumas vezes em falar aos transeuntes.
Eh um trauma. Tem o lado psicologico ainda. Quando voltei no ex-ap , e vi tudo vazio... e imaginei que jamais vou voltar a morar ali. Sei que parece viadagem, mas (sob som, entra musica triste de fundo), começou a passar o velho filme de momentos legais que vivi ali. Mudar de casa eh a afirmaçao da existencia do passado em toda a sua plenitude (que consiste em ficar pra tras).
Mudar na minha visao filosofica da coisa seria tirar a vida de uma casa. A alma. Uma casa vazia, eh um zumbi. Entao voce reencarna em outra. E um dia voce se vai e ficam nas paredes, teto, piso, sorrisos, lagrimas, gotas de cerveja, suor, medo, solidao e todas essas coisas que nos fazem humanos e transformam nossas casas em extensoes de nos, templos sagrados ou profanos, mas sempre nossos reinos (parafraseando uma musica do Biquini que fala "minha casa eh meu reino").
Minha mudança foi no sabado. Teve marimbondos, stress, brigas e eu perdi meu pen drive.
Ah sim! Um bom termometro pra saber quem sao seus amigos eh fazer a conta entre o numero dos que voce chamou pra te ajudar, subtraindo o numero dos que foram. Se forem muitos, voce tah bem de amigos (mas tambem vai ter muuuita gente pra voce ter que ajudar depois).
No domingo, morto e estilhaçado ( e ainda indignado por causa dos que ficam olhando a geladeira dos outros) fiquei na janela do novo apartamento refletindo sobre esse lado filosofico/voyer das mudanças, quando olho e noto um mega-caminhao horroroso parado na porta. E de repente vejo um bando de gente se esgoelando pra por uma porra dum guarda-roupa hor-ro-ro-so, velho e com um adesivo de propaganda politica. De cima da minha janela fiquei olhando fixamente praquele guarda-roupa imbecil e projetei toda a revolta da minha geladeira (ok, a geladeira e velha pah porra). Dentro de mim, surgiu um contentamento de vingança.Imaginei quao bom seria se eles deixassem o guarda-roupa cair e ele se despedaçasse todo....hehehe. Realmente seria legal.
Um dia quero escrever sobre os insetos pequenos e verdes, como eles sao pegajosos. Tem um agora aqui em mim. Nao, nao, nao to bebado hoje, nem nada. Apenas tomei coca-cola e vi de novo Britney Spears em Las Vegas. Um dos melhores shows que ja vi na vida (plasticamente e tal). Mas nao acho que essas coisas tem a ver com o que eu estou escrevendo.
Um dia tenho que escrever sobre Britney Spears.
Ah sim: FOTO DA GELADEIRA MERAMENTE ILUSTRATIVA
Meu Reino
Biquini Cavadão
Atrás da porta
Guardo os meus sapatos
Na gaveta do armário
Coloco minhas roupas
Na estante da sala
Vejo muitos livros
E a geladeira conserva o sabor das refeições
Minha casa é meu reino
Mas eu preciso de outros sapatos
De outras roupas, outros temperos
Para formar minhas ideias e meus sentimentos
Eu sou a soma de tudo que vejo
E minha casa é um espelho
Onde a noite eu me deito e sonho com as coisas mais loucas
Sem saber porque
É porque trago tudo de fora
Violência e dúvida, dinheiro e fé
Trago a imagem de todas as ruas por onde passo
E de alguém que nem sei quem é
E que provavelmente eu não vou mais ver
Mas mesmo assim ela sorriu pra mim
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino
É porque trago tudo de fora
E minha casa é um espelho
Trago a imagem de todas as ruas
Eu sou a soma de tudo que vejo
Mas mesmo assim, ela sorriu pra mim
Ela sorriu e ficou na minha casa que é meu reino
4/22/2009
Ruas de Fogo

Chorei revendo pela enesima vez o filme. Chorei pq estou preso ao passado e nao consigo sair. Chorei, pq depois da sessao da tarde, minha mae me chamava pra tomar cafe com pao crocante, q eu pegava as casquinhas q caiam na mesa. Chorei pq o tempo (o meu), passou e me deixou aqui, sozinho.
Renato Russo
Cazuza
o carinha do INXS
Kurt Cobain
Rauuuuuuuulll
call me... i want meet yours


