9/25/2009

Mudei de casa

Enjoei de tudo aqui. Resolvi passar um tempo fora, talvez eu volte. To aqui agora:
http://encontrodementes.tumblr.com/

Bye Folks!
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8/30/2009

Por isso que não quero ser repórter

O povo diz "porque vc não manda currículo pra não-sei-aonde pra ser reporter?" E eu respondo: "pq sou careca, ja viu repórter careca? Com a cabeça raspada tipo skin-head? Nem eu. Acho que ia acontecer comigo igual aconteceu com esse companheiro careca aqui:
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5/19/2009

Sonsde fundo para viagens

Existem cantores e bandas dos quais não consigo imaginar que alguém vá gostar estando "de cara".
Minha lista:

Lenine - este pra mim é praticamente impossível, só consegui entender o cara depois de uma "reflexão com a natureza", enfim "derramei minha saudade e a cidade escureceu" é lindo. Mas tem que ouvir "lendo", porque o som, acho meio que experimental, não dá pra digerir fácil não.

Mundo Livre SA - Se bem que só ouvi uma, mas o trecho "essa não é a música que os jornalistas ouvem quando estão mentindo" da música "a música que os loucos ouvem", hehehe, gostei. Por analogia o jornalista louco não mente.

Pink Floyd - Ouvi "money" milhares de vezes na vida, e apenas estes dias que notei que eles falam umas coisas (beeem baixinho) no em cima do instrumental de encerramento, não vou dizer aqui, porque estou em duvida se foi mesmo o que entendi. Vou ouvir de novo.

Joy Division - Foi uma banda uns dizem "pós-punk" outros a chamam de "mãe" do gótico, não sei isso. Mas assim, o JD tem um lance de angústia que vai além das letras e do vocal tétrico de Ian Curtis. O baixo da música é "baixo-astral" com todo o trocadilho e redundância que se possa ter. Já ouvi o termo fazer a guitarra "chorar", mas o baixo, só o JD. Somando com a voz, letra e o dançar epilético de Curtis, é deprê total. Voltou a ser cultuada agora depois do lançamento do filme "Control" com a história de Ian Curtis (contada pela víúva dele). Eu inclusive apenas me interessei após o filme e só entendi melhor depois de uma "reflexão".

continua... (passou....rs)
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5/04/2009

Jornalismo "dizquê"



Certa vez disse à uma pessoa (TECLADO COM ACENTOS!!! UHUHUHUHU), que sempre que percebesse eu atualizando o Blogue com muito frequência, era porque eu não estava bem. Passou essa fase. Deixei de escrever porque não acho que exista mais nenhuma assunto a escrever. Já escreveram (e bem melhor que eu), sobre todos os temas.
No entanto, comecei a desaprender a escrever. Analisei as coisas por outro prisma. Assim, se tudo o que havia pra dizer sobre todos os temas, já foi dito, se não me importo com o que as pessoas vão achar do que escrevo e já que este blogue nem é assim tão acessado, isso quer dizer que gozo de mais liberdade ainda! Entende?

Para que eu voltasse a blogar, umas das coisas fundamentais foi estar vagabundo. Sim, pessoas que blogam quasde que diariamente ou são super organizados no seu tempo, ou desempregados. Acho que estou na segunda opção. Mas como dizia o poeta Edson Gomes , eu não sou desempregado e sim "do mercado informal".

Mas estar aqui agora "blogando" é uma puta sacanagem minha. Tenho um documentário que será meu TCC (trabalho de conclusão de curso) e não fiz nada. Tipo nada. Comecei fazer o roteiro e estou no tema. Parei aí.

Mas tempo pra ficar escrevendo merda aqui , ah eu tenho. Mas, voltando ao assunto sobre o que me fez ser novamente um "blogador". Foi o Twitter. Estou no Twitter, não vou sair, pois recebo alguns links interessantes de sites jornalísticos, mas como ferramenta de "relacionamento social" é um lixo. E foi analisando o Twitter que percebi como somos felizes em ter blogues e podermos escrever quanto caracteres quisermos. E o que é mais legal é que você não é obrigado a ler minhas merdas pra mostrar que é meu amigo. O Twitter tem um pouco disso, essa coisa de "seguir" a pessoa por camaradagem (tipo, o cara me segue e fica chato eu não segui-lo).

Mas assim eu estou gostando de voltar a escrever. Me sinto meio Ronaldo do Corinthians. Com a diferença do salário. Mas estou gordo como ele, e não acreditava mais no meu potencial bloguístico. Talvez o tema do meu TCC, que será sobre blogues (eu aportuguesei o nome, não ficou lindo?)tenha me in(ex)citado. Vou questionar no DOC se o blogueiro é jornalista, uma vez que ele difunde informações (alguns) de interesse social. Mas não vou escrever agora sobre isso.

Eu poderia fazer um teste aqui. Se blogueiro não é jornalista, então não tenho a obrigaçao de checar os fatos. Posso escrever na base do "dizquê" ("Dizque fulano é viado, sabia? ou Dizque Conquista tem mais de 1.000 pessoas com cerca de 1 milhão de reais na conta).

Na verdade, com toda essa coisa de derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalista, derrumar a Lei de imprensa, começo a ser a favor do "disquê". Também sou a favor do jornalismo iniciado pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi (eu vi no gúgo o nome dele). Essa coisa de jogar o sapato em coletivas de imprensa, achei bem maneiro. Acho que seria uma espécie de liberdade de expressão, não? Afinal temos que ter os pés no chão, mas os sapatos... (isso me fez lembrar a história do "caralho voador", mas um dia escreverei sobre isso).

Se o jornalismo "sério", não funciona que acham de migrarmos pro "jornalismo dizquê"? Dizquê o prefeito de Conquista é "Ritlerzinho" danado (com todo o respeito ao Führer, afinal ele ao menos se assumia como tal). Dizquê esse último final de semana um amigo do vice-presidente do Brasil veio a Conquista (a convite para assistir o MASSICAS INDOOR de helicóptero e parou a treco quase na Olívia Flores. Dizque o cara tava meio bêbado, mas pelo que sei a lei seca nao se aplica aos helicópteros, e mesmo assim ele não estava pilotanto). Se veio ou não o fato é que eu ouvi o helicóptero sobrevoando a cidade. Dizque Ivete Sangalo criticou o fim da micareta de rua, em pleno MASSICAS INDOOR, será mesmo? Será que ela é mesmo tão burra, hipócrita ou desligada? Não sei. Afinal não se pode confiar nessa coisa de "dizque". Dizque o New York Times tá falindo mesmo e será impresso apenas 1 vez por semana. Dizque toda essa baboseira de "gripe suína" foi mais uma da mídia pra tirar da cabeça do povo esse papo de "crise". O que eu acho mais interessante na tal gripe dos porquinhos é que até agora nunca teve um caso realmente comprovado. Aliás, "dizque" tem. Enquanto isso a dengue...

Cansei de escrever. Vou tomar café. E não vou corrigir este texto, devem existir erros de digitação, concordância, essa porra toda. Mas me disseram que "texto" é tudo o que se entende. Se você entendeu o que eu escrevi "foi texto". Se não melhor corrigir suas idéias antes da minha escrita. That´s all folks! Sempre quis encerrar um texto com essa frase!!!

Ps.: Mentira, eu dei uma leve revisada, hehehe.
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5/02/2009

A cor preta sugera coisas negativas.

(pra variar: teclado sem acentos)

Estou participando do ERECOM. O encontro regional dos estudantes de comunicaçao. Chamam de "ereconha", voces devem imaginar o porque. Nada contra fumar maconha.
O que mais me irrita sao dos debates sobre coisa alguma pra levar a lugar nenhum.
Me inscrevi num GT - grupo de trabalho, cuja proposta seria falar sobre as classes oprimidas. Advinha quem sao as classs oprimidas? Os gays. Puta que pariu, nao aguento mais esses debates sobre direito de gays. Sim eles tem o direito de fazer o que quiser com o que e deles, ok, beleza. Em meio a tantas opressoes, como a exclusao digital, social, midiatica, eu tenho que ouvir perolas do tipo "devemos lutar para que palavras como "viado" nao sejam mais ditas sobre os gays". Um tremenda viadagem mesmo.

Mas o ponto mais irritante foi quando começaram a falar dos negros. Segunda uma menina "negra militante", temos que aboliar todas as palavras que liguem coisas negativas as cores negras. Nao pode: humor negor, denegrir, "clarear as coisas" (o certo seria "escurecer as coisas"), e uma serie de idiotices de gente que nao apenas nao tem o que fazer, mas tambem o que pensar.

Foi nesse momento que resolvi participar do "debate", coloco entre aspas porque todos os assuntos relacionados aos negros, ou voce apoia ou sera preso (literalmente).

Levantei minha voz (ja sentindo o olhar preconceituso por ser branquelo de olho azul) e disse que eles, os negros, estavam exagerando ao querer entrar nos meandros da linguistica. Afinal negro e escuridao, ausencia de luz ou claridade, sempre foram associadas ao negativo, ao "obscuro", e sim a coisas negativas. Nao por causa dos negros mas pela etimologia das palavras. Se lermos a Biblia veremos que varias coisas ruins sao associadas as trevas. Um dia ensolarado jamais podera ser descrito como um dia negro, ou associado ao escuro. Disse eu a garota negra, que antes havia afirmado ter muito orgulho da cor, que pra quem se orgulha tanto, acho muito esquisito que tudo o que dizem referente a cor negra (que esteja relacionado com o significante da palavra negro) seja ofensivo. Riram da minha cara, quando eu disse que deveriam levar em conta e respeitar a nossa lingua. A relaçao da palavra negro, escuro, preto nao necessariamente tem a ver com o racismo. Algumas pode ter, mas a maioria nao. Na lingua portuguesa, entendo eu, relacionar coisas escuras a negatividade eh algo que transcende esse debate sobre racismo.

Apos minha fala, notei que aquilo nao era um debate ou uma discussao livre, mas sim, um grupo onde todos precisam uns dos outros para reafirmarem as mesmas ideias. Coisa de estudante mesmo.
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